quarta-feira, 23 de dezembro de 2015


CURSO LITURGIA

ENCONTRO 3 – O ANO LITURGICO.
ESQUEMA DO ANO LITURGICO.

- O ano litúrgico marca as datas dos acontecimentos da Historia da Salvação. Não é como o ano civil que começa no dia 1 de janeiro e termina no dia 31 de dezembro. Ele começa no 1º Domingo do Advento e termina no ultimo sábado do tempo comum, que é na véspera do 1º domingo do Advento.
- O atual ordenamento do ano litúrgico é fruto de uma acurada pesquisa histórica e teológica e resultado da reforma desejada pelo Concilio Vaticano II que em seu primeiro documento, a Constituição Sacrosanctum Concilium, promulgada em 04 de dezembro de 1963, colocou a liturgia em relação com a historia da salvação, considerando-a como atuação do Plano de Deus no tempo.
- Na liturgia “realiza-se a obra da nossa redenção” (SC 2), pois Cristo está sempre presente na sua igreja, e de modo especial, nos atos litúrgicos para levar a cumprimento a grande obra de salvação, com a qual se dá a Deus uma gloria perfeita e com a qual os homens são santificados.
- O ano litúrgico é celebração-atuação do mistério de Cristo no tempo.

1 - CICLO DO NATAL.

1.a - ADVENTO –

INICIO – 4 DOMINGOS ANTES DO NATAL.
TERMINO – DIA 24 DE DEZEMBRO À TARDE.
ESPIRITUALIDADE – ESPERANÇA E PURIFICAÇAO DA VIDA.
ENSINO – ANUNCIO DA VINDA DO MESSIAS.
COR – ROXA.

1.b – NATAL – DIA 25 DE DEZEMBRO.

Celebrado com alegria. – É a festa do Nascimento do Senhor.

1.c – EPIFANIA.

- Celebrada no dia 6 de janeiro ( no Brasil a solenidade da Epifania é celebrada no domingo que se segue ao dia próprio).  A festa lembra a manifestação de Jesus como filho de Deus.

2 – TEMPO COMUM. – 1A. PARTE.

INICIO – DIA SEGUINTE AO DA FESTA DO BATISMO DE JESUS.
TERMINO – VESPERA DA QUARTA FEIRA DAS CINZAS.
ESPIRITURALIDADE – ESPERANÇA E ESCUTA DA PALAVRA.
ENSINO – ANUNCIO DO REINO DE DEUS.
COR – VERDE.
3 – CICLO DA PASCOA.

3.a – QUARESMA
INICIO – QUARTA FEIRA DAS CINZAS.
TERMINO – QUARTA FEIRA DA SEMANA SANTA.
ESPIRITUALIDADE – PENITENCIA E CONVERSÃO.
ENSINO – A MISERICORDIA DE  DEUS.
COR - ROXA

- Tempo forte de conversão e penitencia, jejum, esmola e oração. É um tempo de 5 semanas em que nos preparamos para a Páscoa. Não se diz “Aleluia”, nem se colocam flores na Igreja, não devem ser usados muitos instrumentos e não se canta o Hino de Louvor. É um tempo de sacrifício e penitencias, não de louvor.

3.b – PASCOA.
INICIO – QUINTA FEIRA SANTA.
TERMINO – NA SOLENIDADE DE PENTECOSTES.
ESPIRITUALIDADE – ALEGRE EM CRISTO RESSUSCITADO.
ENSINO – RESSURREIÇAO E VIDA ETERNA.
COR – BRANCA.

- Começa com a Ceia do Senhor na quinta feira santa. Neste dia é celebrada a Instituição da Eucaristia e do Sacerdócio. Na sexta-feira celebra-se a paixão e morte de Jesus. É o único dia do ano que não tem missa. Acontece apenas uma Celebração da Palavra. No sÁbado acontece a solene Vigília Pascal; Forma-se então o tríduo Pascal que prepara o ponto Maximo da páscoa: O domingo da  Ressurreição. A festa da Páscoa não se restringe ao Domingo da Ressurreição. Ela se estenda até a Festa de Pentecostes. 

3.c – PENTECOSTES.

- É celebrado 50 dias após a Páscoa. Jesus ressuscitado volta ao Pai e envia o Paráclito.

4 – TEMPO COMUM. - 2A. PARTE.

INICIO – SEGUNDA FEIRA APÓS O PENTECOSTES.
TERMINO – VESPERA DO 1º DOMINGO DO ADVENTO.
ESPIRITUALIDADE – VIVENCIA DO REINO DE DEUS.
ENSINO – OS CRISTÃOS SÃO O SINAL DO REINO.
COR – VERDE.

- Ao todo, somando a primeira e a segunda parte, são 34 semanas sem grandes acontecimentos. Durante esse tempo, algumas festas e solenidades são celebradas. É um tempo que nos mostra que Deus se fez presente nas coisas mais simples. É um tempo de esperança e acolhimento da Palavra de Deus.
- “O Tempo comum não é um tempo vazio. É tempo de a igreja continuar a obra de Cristo nas lutas e nos trabalhos pelo Reino”. (CNBB – DOC 43, 132).







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ENCONTRO 2   O DIA LITURGICO E O DOMINGO.

1. O DIA LITURGICO.

1.a – Todos os dias são santificados pelas celebrações litúrgicas do povo de Deus, principalmente pelo sacrifício eucarístico e pelo oficio divino.

2.b – O dia litúrgico se estende da meia noite a meia noite. A celebração do domingo e das solenidades, porém, começa com as vésperas do dia precedente.

2.c – Os dias que seguem o domingo são chamados dias de semana e se celebram de diversos modos, segundo sua importância própria:
-          2.c.1 – A Quarta feira de Cinzas e os dias da Semana Santa, de segunda a quinta feira, inclusive, têm preferência a todas as outras celebrações.
-          2.c.2 – Os dias de semana do Advento, de 17 a 24 de dezembro inclusive e todos os dias de semana da Quaresma têm preferência às memórias obrigatórias.
-          2.c.3 – Todos os outros dias da semana cedem o lugar às solenidades e festas e se combinam com as memórias.

*** - Observ. – As celebrações que se distinguem segundo sua importância, são denominadas: solenidade, festa e memória.
-          Solenidades – São constituídas pelos dias mais importantes, cuja celebração começa no dia precedente com as Primeiras Vésperas Algumas solenidades são também enriquecidas com uma missa própria para a Vigília, que deve ser usada na véspera, quando houver missa vespertina. As celebrações das duas maiores solenidades, Páscoa e Natal, prolongam-se por oito dias seguidos. Ambas as oitavas são regidas por leis próprias.
-          Festas – Se celebram nos limites do dia natural, por isso não tem Primeiras Vésperas, a não ser que se trate de festas do Senhor que ocorrem nos domingos do Tempo Comum e do Tempo de Natal, cujo oficio, substituem.
-          Memórias – São obrigatórias ou facultativas. Sua celebração, porem se harmoniza com a celebração do dia da semana corrente. As memórias obrigatórias, que ocorrem nos dias da semana da Quaresma, somente podem ser celebradas como memórias facultativas. Se, no mesmo dia, ocorrem no calendário varias memórias facultativas, celebra-se apenas uma, omitindo sas outras. Nos sábados do Tempo comum, não ocorrendo memórias obrigatórias pode-se celebrar a memória facultativa da Santa Virgem Maria.

2 – O DOMINGO.

2..a – Por uma tradição apostólica que tem origem no próprio dia da ressurreição,  a Igreja celebra o mistério pascal no primeiro dia de cada semana, o dia do Senhor ou Domingo.

2.b – Dessa forma, o domingo deve ser tido como o principal dia de festa.

2.c - Por causa de sua especial importância, o domingo só cede sua celebração às solenidades e festas do Senhor; contudo, os domingos do Advento, da Quaresma e da Páscoa gozam de precedência sobre todas as festas do Senhor e todas as solenidades. As que ocorram nestes domingos serão transferidas para a segunda feira seguinte, com exceção das solenidades que coincidem com o domingo de Ramos ou com o Domingo da Ressurreição.

2.d – Tudo o que a Igreja celebra tem como centro a Páscoa e cada domingo, através das leituras bíblicas nos tempos litúrgicos, proclama este fato.

2.e – O domingo exclui pela sua própria natureza a fixação definitiva de qualquer outra celebração, Contudo:
-          no domingo dentro da oitava do natal do Senhor, celebra-se a festa da Sagrada Família.
-          No domingo depois do dia 6 de janeiro, celebra-se a festa do Batismo do Senhor.
-          No domingo depois de Pentecostes, celebra-se a solenidade da Santíssima Trindade.
-          No ultimo domingo do tempo comum, celebra-se a solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo.

2.f – Onde as solenidades da Epifania, Ascensão e Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo não forem dias santos de guarda, sejam celebradas num domingo que se torna seu dia próprio, a saber:
-          a) a Epifania, no domingo que ocorre entre os dias 2 e 8 de janeiro;
-          b) a Ascensão, no 7º domingo da Páscoa.
-          c) a solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, no domingo depois da Santíssima Trindade.
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3 – A CELEBRAÇÃO E A COMUNIDADE.

3.a – “Não é possível formar uma comunidade cristã sem ter como raiz e eixo a celebração da sagrada eucaristia, da qual deve depender qualquer educação que visa formar o espírito da comunidade”. (PO 16) – Decreto Presbyterorum Ordinis  sobre o Ministério e a vida dos presbíteros – Doc do Concilio Vaticano II>

3.b – A experiência do mistério passa através do rito. Por isso é necessário que “os fiéis não assistam como estranhos ou mudos espectadores a este mistério de fé, mas, entendendo-o bem através dos ritos e das orações, participem consciente, pia e ativamente do ato sagrado”. (SC 48)

3.c – As celebrações devem ser fonte para o crescimento na fé e na comunhão eclesial, guia para a catequese através das palavras e sinais da Igreja, e assim, com o conhecimento mais aprofundado pela comunidade, particularmente do Missal e do Lecionário, se fará a continua edificação da Igreja e orientar sua ação missionária, por obra do  Espirito Santo.







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ENCONTRO 1 – O CULTO E OS RITOS.

A ESPIRITUALIDADE LITURGICA E O ANO LITURGICO.

- É comum ouvirmos ou lermos pensamento de grande parte de intelectuais que falam de Deus, mas criticam as religiões e os cultos religiosos, dando a entender que os ritos parecem querer sujeitar a Pessoa Divina para suas formas de manifestação.e as religiões querem, cada qual apresentar um Deus segundo seu modo de ver.
Para nós, qual é o sentido do culto à Deus? Será que Deus aprecia os rituais em Sua homenagem? Quem pode recordar textos bíblicos que falam a respeito do assunto?

1 – A espiritualidade.

- A Constituição “Sacrosanctum Concilium“ afirma que, de fato, a liturgia impele os fieis para que, saciados dos ‘sacramentos pascais’, sejam concordes na piedade; reza para que conservem em suas vidas o que receberam na fé; a renovação da aliança do Senhor com os homens na eucaristia solicita e estimula os fiéis à caridade imperiosa de Cristo. Da liturgia, portanto, mas da eucaristia principalmente, como de uma fonte, deriva para nos a graça e, com maior eficácia, é obtida a santificação dos homens em Cristo e a glorificação de Deus, para a qual tendem as demais obras da Igreja. (Cf. SC 10 e 14).

- Todo o batizado, inserido no mistério pascal de Cristo, deve viver sempre mais intensamente aquilo que é graça mediante o exercício da fé, da esperança e sobretudo da caridade. - A espiritualidade é o progressivo crescimento na perfeição  daquilo que se é e se faz pela graça de adoção. Assim toda espiritualidade autentica tende para a perfeição do ser cristão, nascido com o batismo da fé na graça santificante, e do agir cristão, principalmente através da caridade.

2 – A espiritualidade litúrgica –

- Quando se fala da espiritualidade litúrgica quer se dizer que tanto na celebração sacramental como fora dela, tudo o que constitui o autentico viver cristão é determinado pela própria liturgia, de tal maneira que esta influa em toda a vida do cristão levando-o a uma tendência de perfeição e santidade.

- A espiritualidade litúrgica não se limita ao momento celebrativo, mas se difunde em toda a vida. De fato: “a vida espiritual não se esgota na participação da liturgia (SC 12)

- A celebração litúrgica tem que levar em conta o modo concreto histórico-sacramental com que Deus quis revelar-se a mós e auto comunicar-se conosco em Cristo, portanto não é celebrada de forma arbitrária, mesmo com a justificativa de que celebrada de tal e tal forma signifique um aumento da espiritualidade do participante. Não é sempre que o êxtase signifique maior espiritualidade. O Concilio Vaticano II afirma que os “piedosos exercícios” do povo cristão “devem ser organizados de tal maneira que condigam com a sagrada liturgia, dela de alguma forma derivem e para ela se encaminhe o povo, pois ela, por sua natureza, em muito os supera.” (SC 13).

- Sem nenhuma critica destrutiva ou desejar provocar celeuma, poderíamos recordar algum ponto ou de alguma celebração exagerada que foge a esta recomendação do Concilio? Porque estes exageros acontecem?


3 – O caminho a ser buscado.

- O ensinamento do Concilio Vaticano II permite a conclusão de que todo tipo de espiritualidade tem como alma a liturgia. Todo o esforço da reforma litúrgica na Constituição Sacrosanctum Concilium  tende para essa finalidade de certa forma para tentar superar uma pratica secular que buscou formar os devotos para a oração, ascese, caridade em um caminho paralelo ao da liturgia, como se fazer oração ou recitar o oficio fossem duas atividades bem distintas.

- A participação plena, consciente e ativa nas celebrações litúrgicas, além de ser requerida pela natureza da liturgia como direito e dever dos batizados, é motivada pelo fato de que “a liturgia é a primeira e indispensável fonte da qual os fieis podem haurir o genuíno espírito cristão”. (SC 14). Adquirir uma formação litúrgica da vida espiritual, com competente orientação, para que se possa entender as cerimônias sacras e delas participar de todo o coração, tanto pela própria celebração dos mistérios sagrados quanto pelos outros exercícios de piedade, imbuídos do espírito litúrgico (Cf  SC 17) não é obrigação exclusiva dos clérigos mas de todo o cristão. 

- O Concilio Vaticano II reconduziu a liturgia como autentica interpretação de fé, como atuação do mistério de Cristo na historia da salvação e manifestação da autentica natureza da Igreja. Se participarmos dela e vivermos em razão do que ela é, tornar-se-á uma grande escola para superarmos o individualismo e o subjetivismo. 

4 – A espiritualidade no ano litúrgico.

- Falar dessa espiritualidade significa impostar o caminho da perfeição cristã na vivencia da graça própria de cada aspecto do mistério  de Cristo, presente e operante nas diversas festas e nos diversos tempos litúrgicos. O ano litúrgico é o prolongamento temporal e especial do próprio ato salvífico de Cristo, iniciado na terra, agora continuado junto ao Pai e tornado eficaz na Igreja, por meio da Igreja e em favor da Igreja.

- Uma espiritualidade litúrgica que se limitasse apenas a meditação dos textos bíblicos e eucológicos, sem viver o evento salvifico mediante a sua completa estrutura celebrativa feita de sinais e palavra seria no mínimo deficiente. A liturgia é ação.

- O ritual, os gestos, as oferendas, devem representar sinais claros da celebração para a comunidade e devem ser esclarecidos, sempre que possível, pois a cerimônia cristã não é dotada de sinais como que cabalísticos cuja interpretação é do conhecimento exclusivo dos lideres e mestres. A celebração litúrgica é mistério por si mesma, pois o Espírito Santo interage com aqueles que celebram e assim cada gesto, cada vaso sagrado, cada símbolo ou sinal deve ser do conhecimento da comunidade que celebra, e mesmo que não se consiga guardar o nome de cada objeto é preciso saber o que ele representa.
- É claro que desejar explicar para a comunidade durante a celebração o que cadao cada sinal ou objeto representa é difícil , mas cada membro atuante da comunidade deve fazer o possível para passar o recado adiante.
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CURSO LITURGIA.


LITURGIA FESTA NA IGREJA

PROGRAMA DOS ENCONTROS E AULAS.









ENCONTRO 1 – O CULTO E OS RITOS - A ESPIRITUALIDADE E O ANO LITURGICO.

ENCONTRO 2 – O DIA LITURGICO E O DOMINGO.

ENCONTRO 3 – O ANO LITURGICO - ESQUEMA DO ANO LITURGICO.

ENCONTRO 4 – O ANO LITURGICO - CICLO DO NATAL - O ADVENTO.

ENCONTRO 5 – O ANO LITURGICO - CICLO DO NATAL - O NATAL.

ENCONTRO 6  - O  ANO LITURGICO - CICLO DO NATAL – FESTAS EPIFANICAS

ENCONTRO 7 – O ANO LITURGICO - O TEMPO COMUM    

ENCONTRO 8 -  – O ANO LITURGICO. - CICLO DA PASCOA - A QUARESMA.

ENCONTRO 9  - O ANO LITURGICO.CICLO DA PASCOA –  SEM.SANTA/TRIDUO PASCAL.

ENCONTRO 10 – O ANO LITURGICO- CICLO DA PASCOA – A PASCOA E O TEMPO PASCAL.

ENCONTRO 11 – O ANO LITURGICO. -CICLO DA PASCOA – O PENTECOSTES. .